E lá se vão 12 anos. Paulo Francis, Paulo Francis. Confesso que gosto mais ainda de Francis do que há 12 anos. Quanto mais o leio mais valorizo suas virtudes, mais descubro suas falhas. É do jogo. Uma subtração que, às vezes, valoriza.
Durante um tempo fiquei meio de saco cheio de ler sobre o Francis, de ouvir opiniões sobre ele. Foi logo depois de eu embalsamar o projeto de uma biografia após ter conversado com Sérgio Augusto, Diogo Mainardi, Daniel Piza, Geneton Moraes Neto, Fernando Gasparian, Barbara Heliodora. Um dia conto as duas razões que me fizeram demover da ideia.
Foi só aqui em Portugal que retomei a leitura de seus artigos.
E há dois dias vi o documentário Caro Francis graças à gentileza do jornalista paranaense Breno Baldrati, que, aliás, foi quem me lembrou do aniversário de morte e escreveu aqui.
O filme que vi ainda não é a versão final, que ainda vai entrar em cartaz nos cinemas e depois ser lançado em DVD. Por isso mesmo vou evitar uma crítica detalhada e que pode se revelar prematura.
A primeira impressão do material que vi, porém, foi ruim. Não há sequer entrevistas com dois grandes amigos do Francis: Millôr e Ivan Lessa. Nem um mero depoimento de Barbara Heliodora sobre a fase de crítico de teatro?
E a maior parte das imagens usadas já é totalmente conhecida por quem se interessa pelo jornalista. Até a seqüência de imagens extraídas do Manhattan Connection é a mesma da usada pela produção do programa para o especial Eu, Francis.
O documentário é, além do mais, refém de depoimentos. Não há sequer imagens ou fotos dos lugares onde Francis freqüentou. Nem uma tentativa de mostrar o empolgado e jovial interesse intelectual daquele jovem jornalista que se converteu em celebridade, no melhor sentido do termo.
Vale a pena vê-lo? Sim, mas sem muitas expectativas, como as que eu tinha. Mas, repito: a versão que vi não é a que vai para os cinemas. Duvido que mude grandes coisas, apesar desta minha sincera esperança de que haja muito material interessante a ser apresentado.
Enquanto aqueles que não viram o filme esperam pela exibição nos cinemas deixo aqui alguns links sobre o Francis:
- Relato completo de um encontro com o “Lobo Hidrófobo” e Paulo Francis ressurge em Carne Viva, por Geneton Moraes Neto;
- Paulo Francis, por Ivan Lessa;
- Dá-lhe, sweet prince!, Caro Francis e Paulo Francis, 10 anos depois, por Millôr;
- Paulo Francis e eu, por Diogo Mainardi;
- Paulo Francis – Pugilista de idéias, por Roberto Campos;
- Versões de Paulo Francis, por Moacir Werneck de Castro;
- Meu amigo Paulo Francis, por Lúcia Guimarães (o texto tem algumas boas informações, apesar da autora);
- Tentando imitar Paulo Francis, por Alexandre Soares Silva;
- O mau legado de Paulo Francis, por Paulo Polzonoff;
- Uma vida Ilustrada: Paulo Francis, por André Forastieri;
- Entrevista de Paulo Francis ao Roda Viva em 1994;
- Especial Paulo Francis, por Manhattan Connection;
- Episódio em que Caetano chamou Paulo Francis de “bicha amarga” rendeu polêmica na Ilustrada;
Amigos.
Não sou jornalista nem escrevo bem.
Sou aposentado, recebendo do INSS e tendo o IR descontado na fonte. Não recebo as benesses de nosso apedeuta mor que tem pensão do INSS acima do máximo, isento de Imposto de Renda por se achar perseguido político, ou melhor, por se anistiado político.
Luto com as armas que tenho que é um blog, como forma de desabafar ao ver tanta roubalheira, falta de ética, falta de honestidade e principalmente falta de vergonha na cara desta quadrilha que tomou de assalto o Palácio do Planalto.
Quero convidar os amigos a participarem da minha forma de protesto, o blog Brasil – Liberdade e Democracia – http://brasillivreedemocrata.blogspot.com/.
Se não levantarmos nossas vozes em protesto o que será deste país para nossos filhos e netos?
Agora é a hora de lutarmos por uma pátria livre democrática, e sobre todo com governantes honestos e éticos.
Queria muito que esse documentário de Nelson Hoineff não estivesse tão aquém de nossas expectativas.