Até a mudança da capital do Brasil para Brasília, aquele nada no meio do nada, o Rio de Janeiro era a capital política, econômica, cultural. O Rio começou a morrer gradualmente no início de 1960, com a inauguração da nova capital federal. Os últimos suspiros foram dados no final dos anos de 1970. Mas não é da decadência que eu queria falar. É do Rio que ainda se sustenta na memória de todos, inclusive daqueles que nunca a conheceram no auge (como eu). É o Rio formado por gente de vários estados brasileiros que migravam em busca do Santo Graal, que se espalhava pelos corredores do poder, pelos restaurantes, pelos bares, pelos cinemas, pelos teatros, pelas calçadas. É o Rio que vibrava, estimulava, mesmo com a falta de água regular.
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