
Miguel Esteves Cardoso concede entrevista para a rádio portuguesa TSF. A propósito do seu mais novo livro, Em Portugal não se come mal, fala sobre gastronomia. Conversa para se lambuzar.
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Miguel Esteves Cardoso concede entrevista para a rádio portuguesa TSF. A propósito do seu mais novo livro, Em Portugal não se come mal, fala sobre gastronomia. Conversa para se lambuzar.

Sobre o post de sábado a respeito de minha bebida preferida, uísque, citei uma frase que sempre repito sem citar a autoria (“Nunca como de barriga vazia”). Eu sempre achei que essa frase fosse de um dos freqüentadores do finado restaurante Antonio’s, no Rio de Janeiro. Mas não era. O amigo Guilherme Quandt esclarece o caso. A autora da frase é a atriz americana, e frasista primorosa, Tallulah Bankhead, que se tornou conhecida pela atuação em The lifeboat (1944), de Alfred Hitchcock, baseado num livro do John Steinbeck. A frase correta é:
“Nunca como de estômago vazio” é muito mais elegante do que “de barriga vazia”, não é mesmo? Ah, Tallulah…
PS: Putz, o amigo André de Leones corrigiu minha bobagem. Troquei as bolas na frase final e troquei o “como” por “bebo”. Obrigado André! Está corrigida.
Hoje é sábado, dia de uísque, claro (isso não quer dizer que os outros dias não sejam, que isso fique bem claro!).
Pela manhã tive duas aulas excelentes pelo mestrado: uma sobre John Locke, outra sobre Montesquieu. No fim da tarde uma palestra sobre Liberalismo. A cabeça está pegando fogo, idéias saltitando sem rédeas. Quando isso acontece gosto de ficar quieto organizando o turbilhão. Por isso, não vou estender o assunto, embora haja coisas interessantes para compartilhar.
Enfim, voltando à vaca fria, a dica etílica da semana é o Grant’s 12 anos, um blended com um perfume imbatível e um sabor encorpado que me enche a boca de água só de pensar. Aliás, vou ali dar atenção ao Grant’s. Não sei se vocês sabem, mas o scotch exige dedicação exclusiva. É por isso que nunca belisco nenhum acepipe enquanto sorvo aquela bebida sagrada. Quando me perguntam, repito sempre: “nunca como de barriga vazia”, me apropriando, sem citar a fonte, claro, de uma frase de um freqüentador do saudoso restaurante Antonio’s, no Rio de Janeiro (o nome do cabra eu não lembro, mas pode ser consultado no excelente livro Antonio’s – caleidoscópio de um bar.
Bom, agora preciso mesmo iniciar os trabalhos com o Grant’s 12 anos. Façam o mesmo e não se esqueçam de brindar por mim. Até amanhã.