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Conversações: João Pereira Coutinho

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[audio:entrevista.mp3]

Promessa é dívida. Está cumprida. Eis aí o papo que tive com João Pereira Coutinho na sexta-feira. Vocês vão ver que o homem é tão bom falando quanto escrevendo. Conversamos sobre frivolidades, política, literatura, maturidade, velhice. Ouçam aí. Espero que gostem. E depois me contem o que acharam, ok? Bom domingo!

PS: A foto foi tirada por mim, mas num outro dia. No dia da conversa Coutinho não me permitiu tirar qualquer foto. Logo no início do papo vocês vão entender o por quê.

PS2: Não sei porque raios no Internet Explorer a entrevista está acelerada. Eu pareço o Patolino falando. Mas no Firefox está funcionando perfeitamente. Quem não conseguir assim mesmo pode fazer download do arquivo de áudio aqui (obrigado pela dica, JPG).

Copa de Literatura Brasileira: oitavas de final quase no fim

A Copa de Literatura Brasileira avança pela oitavas de final. Até agora, os resultados são esses:

Oitavas de final

Jogo 1
Mãos de cavalo x Por que sou gorda, mamãe?
Jurada: Renata Miloni

Vencedor: Por que sou gorda, mamãe?, de Cíntia Moscovich

Jogo 2
Memorial de Buenos Aires x O adiantado da hora
Jurado: Jefferson Maleski

Vencedor: Memorial de Buenos Aires, de Antonio Fernando Borges

Jogo 3
O segundo tempo x Música perdida
Jurada: Olivia Maia

Vencedor: Música perdida, de Luiz Antonio de Assis Brasil

Jogo 4
As sementes de Flowerville x Corpo estranho
Jurado: Doutor Plausível

Vencedor: As sementes de Flowerville, de Sérgio Rodrigues

Jogo 5
O paraíso é bem bacana x O que contei a Zveiter sobre sexo
Jurado: Antonio Marcos Pereira

Vencedor: O paraíso é bem bacana, de André Sant’Anna

Jogo 6
Bóris e Dóris x Pelo fundo da agulha
Jurado: Eduardo Carvalho

Vencedor: Bóris e Dóris, de Luiz Villela

Jogo 7
O movimento pendular x Leda
Jurado: André Gazola

Vencedor: Leda, de Roberto Pompeu de Toledo

Só falta um jogo para decidir as quartas de final: Um defeito de cor, de Ana Maria Gonçalves, enfrenta Os vendilhões do templo, de Moacyr Scliar. Este que vos escreveu sobre ambos e decidiu qual passaria para a próxima fase. Quer saber qual? Segunda-feira estará disponível no site da Copa.

Produção cultural, medidas protecionistas, atribuição de valor

Avançando na discussão sobre medidas de proteção na área cultural, respondo ao leitor Leonardo Bernardes, que me mandou outro comentário, que intercalo com comentários:

“Quer dizer que mesmo que a produção cultural interna seja uma grande miséria, mesmo assim, é preciso resistir?”
Nem tudo na nossa cultura é miséria, como você parece sugerir. A idéia de tirar do mercado as rédeas da pauta cultural, pelo menos em alguns setores, tem como consequência apenas o estabelecimento explícito de critérios de valor a serem preservados (o mercado não se enfraquece com isso, tampouco sai do jogo). Implica no reconhecimento de um déficit, como eu disse desde o início. Se um segmento importante da economia está ameaçado pela presença estrangeira, é natural que se estabeleçam medidas de proteção. A minha pergunta foi quanto a possibilidade do mesmo na área de cultura. Como aliás acontece na França em relação ao cinema.

Eu não pareço sugerir nada. Fiz um exercício retórico ao perguntar: se a produção cultural interna fosse uma grande miséria, mesmo assim, seria melhor resistir? Independente de uma discussão sobre o mercado, não reconheço esse “estabelecimento explícito de critérios de valor a serem preservados”. Assim como não reconheço esse déficit que você cita desde a primeira mensagem. E se não reconheço esse déficit, e achei ter deixado claro isso no primeiro post que fiz, não há base para avançarmos nessa discussão. Não acho natural que sejam estabelecidas medidas protecionistas para nada, seja na esfera econômica ou cultural. Acho abjeto qualquer tipo de protecionismo. Trata-se de uma anomalia em qualquer esfera. A França tem um estado que tenta lançar seus tentáculos para todos os lados. Não considero a França um bom exemplo nesse sentido, como não acho que países desenvolvidos como Estados Unidos deva manter subsídios para o setor de algodão.

A expressão “hegemonia das grandes potências” não está carregada de valor, apenas reconhece o papel da cultura de outros paises num jogo determinado por variáveis econômicas. Por isso o emprego de termos tais como “império do mal”, segundo Lefebvre, não decorre das minhas palavras, apenas as distorce. (as referências a invasão da cultura americana não se referem ao jazz e ao blues, eu não imaginei que deveria explicitar algo tão patente)

Você pode até achar que essa expressão não está carregada de valor, mas está. E não é de hoje. Se você queria expressa apenas uma constatação deveria usar uma expressão que não tivesse sido historicamente usada com uma carga valorativa. Não houve distorção de suas palavras, mas tão-somente uma variante carregada de valor que sempre acompanhava a expressão que vocêerroneamente julgava desprovida de. Para quê citar jazz e blues? Você não deveria mesmo explicitar algo tão patente. Por qual razão tehta fazê-lo agora?

Obviamente, nada de novo importa do deslocamento da pauta do mercado internacional para o mercado nacional — razão pela qual sua hesitação é justa quando trata da grande miséria da produção cultural interna. A produção cultural interna é mercado. E o mercado sempre existirá. No entanto há cultura “interna” que não está no mercado, que “não é mercado”, e que deveríamos valorizar — para a qual o incentivo financeiro seria um estímulo. Esse é o ponto controverso do que eu disse.

Há um problema conceitual no debate entre mim e o leitor. Ele vê o mercado como algo fora da vida comum. Tomando como base os tempos atuais, vejo como algo que não pode ser visto de forma desvinculada às manifestações culturais. Essa cultura interna de que fala o leitor ela também faz parte do mercado, e de nada adianta a tentativa de tentar deslocá-la. O que ocorre é que algumas manifestações são vendáveis e outras não. E não estou dizendo que as vendáveis são melhores do que as não-vendáveis. Senão seria preciso referendar bobagens monumentais que vendem como peças da Gucci na Daslu.

Portanto não me distanciei de tudo que você expõe nesse post. O mercado determina grande parte das pautas culturais — e não poderia ser diferente. Minha pergunta é quanto ao déficit, a legitimidade desse conceito e sobre a possibilidade de incentivo financeiro como resposta ao reconhecimento desse déficit, em termos de validade e viabilidade. Isso, aliás, OBVIAMENTE exige meritocracia. Não sei em que lugar eu sugeri algo diverso, afinal, concordei com a crítica aos critérios de contemplação. Os pontos centrais, portanto, da minha posição restaram intocados.

Veja bem, Leonardo, não tome todas as minhas palavras como uma sugestão de algo diverso do que você disse. A maioria das coisas que eu escrevi no meu post são reflexões minhas lançadas ali a pretexto do seu comentário. Nada mais.

Pra mim, a propósito, esses pontos são tão “pra começo de conversa”, que destaquei ao final: “se você pensa que a balança que pesa a relação entre cultura nacional e internacional não nos diz nada de relevante, de fato estamos longe de ter constituído um terreno comum para o debate”. Independente, é claro, da leitura que você faz desse desequilibrio, se é que o reconhece.

Há um outro problema. Você citou o tal desequilíbrio, mas não o explicou. Para não fazer exercício de imaginação e depois correr o risco de tomar um puxão de orelhas por ter dito o que você não queria ter dito, espero uma explicação para só depois comentá-la, reconhecendo ou não o “desequilíbrio”.

Bem, quanto a cultura de Salvador, se você joga tudo na vala comum, de fato não há o que discutir.

Abraços

Reli o que escrevi e não vi nada parecido com jogar toda a cultura de Salvador na vala comum. Aliás, qual vala comum?

PS: Só estou avançando nessa discussão porque o leitor, desde o início, se propôs a debater. Discordamos sobre quase tudo, mas ele é articulado e educado. Então, vamos nessa.

Bernard Shaw: breve perfil (I)

Pequeno perfil reproduzido daqui:

George Bernard Shaw (Escritor irlandês)

Shaw é autor de mais de 70 obras teatrais e de numerosas críticas sobre arte e críticas sociais. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1925 e é considerado o fundador do teatro moderno inglês. Muitas de suas obras são qualificadas de “peças-idéias”, pois tanto a ação como a linguagem e as personagens giram em torno de um leitmotiv, uma idéia ou uma concepção do mundo particular. Influenciado por Hendrik Ibsen, desenvolveu a ação teatral como uma forma de discussão. Shaw expunha seus princípios críticos por meio de diálogos tensos, dotados de grande criatividade. Nas primeiras obras, retrata a sociedade vitoriana acomodada, cuja hipocrisia moral desmascara em Mrs. Warren’s Profession (1894). Em Candida (1894), surge o moralismo ilustrado de Shaw, que coloca em evidência a estreiteza de horizontes do sexo masculino por meio de suas personagens femininas, inteligentes e plenas de senso comum. Recriou igualmente temas históricos, como César e Cleópatra (1901). Em dramas posteriores, como Man and Superman (1903), manifestam-se a evolução de seu pensamento e suas crenças na força da filosofia vitalista. Também escreveu Pigmalião (1913), que adquiriu fama mundial graças à sua versão musical, chamada My Fair Lady (1956). Shaw, cuja infância como filho de um alcoólatra não foi particularmente feliz, exerceu as profissões de agente imobiliário e de jornalista. Antes de alcançar o sucesso na literatura e no teatro, adquiriu renome como crítico teatral, artístico e musical. Dotado de uma criatividade indiscutível e de uma linguagem corrosiva, reivindicou uma série de reformas sociais e culturais. Em 1884, ingressou na Fabian Society, uma instituição que impulsionava as reformas sociais. Recebeu o Prêmio Nobel de Literatura “pela obra poética, marcada pelo idealismo e pelo humanismo, e especialmente pela poderosa sátira, na qual flui uma beleza poética muito pessoal”.

Uma homenagem menor a uma poeta maior

Exagera, Garschagen, exagera!

No Prelo, em Prosa & Verso:

Homenagem a Tolentino

Apesar de polêmico, com vocação para se lançar debates acalorados com seu pares, o poeta Bruno Tolentino, que morreu em junho, aos 66 anos, deixou muitos e fiéis admiradores. Na segunda-feira, às 20h30, o evento Ponte de Versos, da Livraria da Conde, vai homenagear o poeta – cujo derradeiro livro, A imitação do amanhecer, está indicado para o Prêmio Jabuti 2007 – com leituras de suas obras feitas por diversos convidados como Pedro Lyra, Cairo Trindade, Andrea Paola, Neide Archanjo, Jorge Ventura e Adriana Monteiro de Barros, entre outros. O evento é gratuito e terá canja musical de Stella Caymmi, uma das grandes amigas do poeta. A Livraria DaConde fica na Rua Conde de Bernadotte 26/loja 125.

“Apesar de polêmico, o poeta Bruno Tolentino deixou muitos e fiéis admiradores”. Minha vontade é distribuir palavrões, mas uma das maravilhas de ter sido civilizado é não distribuir palavrões e dentadas publicamente. Agora, me pergunto, e pergunto a você, caro leitor: o que tem a ver o fato de ser polêmico com o de ter deixado fãs e admiradores? E qual é a diferença entre fãs e admiradores? As polêmicas nas quais meu xará se envolveu é um aspecto secundário e menor diante de sua obra monumental. Saiba de uma coisa: quem começa a falar de Tolentino trazendo à baila as polêmicas é porque não leu uma linha de sua obra. E seu leu, não entendeu patavinas. Quando leio alguém se referir a Tolentino como polemista e não como grandioso poeta que foi, o maior de nossa língua depois de Camões, como definiu precisamente Olavo de Carvalho, penso logo: é uma besta (uma besta, você sabe, quando não consegue fazer nada na vida faz filhos, já disse Nelson Rodrigues).

Devo me contentar com uma nota que apenas divulga uma homenagem a Tolentino? Absolutamente. Se as editoras do cadermo de literatura do maior jornal do Rio não fazem idéia de quão monumental é a obra de Tolentino, só lamento e ofereço, depois do meu desprezo, um cálice de cicuta.

Contos pra lá da Carochinha

Seleções literárias são, geralmente, como palácios: repletos de janelas para o leitor espiar. Algumas delas revelam-se estreitas, sujas, adornadas com teias de aranha e mofo; outras, espaçosas, arejadas, ventiladas e por onde entram odores diversos dos jardins floridos que circundam a construção. Ainda há janelas médias, que se são resistíveis em comparação às maiores, convidam a um debruço confortável no parapeito.

Com o relativo sucesso editorial dessas obras no mercado nacional, sobraram críticas para a escolha, claro, imponderável do autor da seleção, no que se convencionou chamar de “melhores” de um determinado gênero literário – conto, poesia, terror, policial etc. Curiosamente, cada lançamento é sucedido por saudáveis discussões sobre os textos que ficaram de fora. O coordenador de uma dessas obras faz as vezes de imperador implacável. Muito justo. Mas, se na média as escolhas são corretas, algumas ausências fazem qualquer leitor sensível compartilhar com Raskolnikov a idéia de que alguns homicídios são perfeitamente justificáveis.

Contos Russos, Contos Norte-Americanos e Contos ingleses é dessas coleções essenciais para se ter à mão e degustar calmamente como se fossem exemplares de single malt. São 112 contos que seguem, na avaliação geral, um alto padrão de qualidade, com algumas poucas exceções que figurariam muito bem no terceiro recinto do sétimo círculo infernal, onde Dante achou os que atentaram contra a arte.

Antes de mergulhar nos contos selecionados, um adendo: como poucas outras edições brasileiras, a de que trato tem o charme de ter sido coordenada por Rubem Braga (“Contos Ingleses” e “Contos Russos”) e por Vinicius de Morais (“Contos Norte-Americanos”) em 1945 para a editora Leitura, qe, infelizmente, era ligada ao PCB. Tem mais? Tem sim senhor! Supervisão de Graciliano Ramos, apresentação de Orígenes Lessa, pai de Ivan, o terrível, e, na tradução, um time de celebridades literárias, gente como Manuel Bandeira, Rachel de Queiroz, Elsie Lessa, João Cabral de Melo Neto, Sérgio Buarque de Holanda, Marques Rebelo. Talvez o maior problema da edição, se é que pode colocar nesses termos, seja o fato de quase todos os textos em russo terem sido vertidos do inglês e do francês (apenas dois foram traduzidos diretamente do idioma de Tolstói). Havia uma dificuldade tremenda na época para arranjar tradutores de russo.
Dito isso, vamos aos livros. Contos Russos tem 39 textos. Dos fundamentais Aleksandr Puchkin, Nikolai Gogol, Ivan Turgueniev, Dostoiévski, Tolstói, Máximo Gorki, Anton Tchekov aos menos conhecidos Mikhail Lermontov, Nikolai Schedrin, Nikolai Leskov, Nikolai Uspenski, Vladimir Korolenko, Vsevolod Garchin, Fiodor Sologub, Leonid Andreiev, Aleksandr Kuprin, Eugenio Zamiatin e Lídia Seifullina.

Um dos grandes méritos é trazer esses escritores que foram cobertos pela poeira da história. É ótimo descobrir escritores como Lermontov, de quem eu ignirava completamente a existência, e constatar que seu mergulho na alma humana carrega uma causticidade semelhante à de Dostoiévski.

Contos ingleses reúne 35 textos. Os medalhões estão bem representados: Sir Walter Scott, W. M. Thackeray, Charles Dickens, Thomas Hardy, Henry James, Robert Louis Stevenson, Oscar Wilde, Bernard Shaw (tradução do próprio Rubem Braga), James Joyce, Virginia Woolf. Mas antes de se render a eles caia novamente nas graças dos nomes menos evidentes e sinta a sensação de desejar encontrar rapidamente seus livros em livrarias e sebos: Anthony Trollope, Arthur Morrison, T. F Powys e John Lepper. São ótimos.

Talvez não houvesse, como nos diz Orígenes Lessa na apresentação, outro país onde a produção de contos fosse tão grande como nos Estados Unidos dos anos de 1940. Pelas páginas dos jornais e revistas o gênero floresceu e se estabeleceu como vocação americana por excelência. Em Contos Norte-Americanos me surpreendo mais uma vez com a versatilidade de escritores como Washington Irving, Edgard Allan Pope, Mark Twain, Herman Melville, Edith Wharton, John dos Passos, Bret Harte, Ambrose Bierce, James Thurber, Michael Gold, Stephen Vincent Benet, Oliver La Farge, Kay Boyle, Erskine Caldwell, James T. Farrel, William Saroyan (Hemingway ficou de fora por conta de problemas de direitos autorais).

As diferenças técnicas dos contos variam amplamente na comparação entre a ficção feita nos três países. Aníbal Machado, no prefácio do livro dedicado aos russos, identifica os contornos mais salientes de cada uma dessas literaturas. As histórias inglesas estão imbuídas de poesia feérica; a novela americana, do dinamismo da reportagem; os contos russos são marcados pela pintura de costumes e uma estranha galeria de tipos envolta numa sensação lírica da vida que reúne o “grotesco, o triste e o trágico”.

Mas há dois temas recorrentes e interligados em várias narrativas das três obras: a guerra e a morte. É sintomático o fato de a maioria dos autores ter visto de perto ou crescido em meio aos turbilhões de combates sangrentos, da Guerra de Secessão (1861 a 1865) à Revolução Russa (1917) seguindo pelas duas guerras mundiais (1914-1918 e 1939-1945).

Justamente em épocas de reforma, inquietação e transição, observa o crítico Morton Dauwen Zabel no ensaio A arte da ficção nos Estados Unidos, é que o escritor imaginativo encontra maior estímulo criador. Mesmo que o impulso carregue no trágico. Não foi o crítico e historiador Tzvetan Todorov a notar que qualquer que seja o grupamento humano escolhido, sua existência é sempre regida, não só pela vontade de poder, mas pelos inevitáveis conflitos?

O panorama exposto abertamente pelos textos que tratam de guerra ou mortes chega a aplicar cores sombrias ao conjunto da obra. Nada que perturbe, se soubermos de antemão as condições históricas e sociais que motivaram o espírito imaginativo. Chega a ser incômodo lembrar que a velha senhora que nos priva de continuar saboreando antologias como essa não só levou todos os escritores selecionados como os coordenadores da obra. Podemos, porém, nos confortar assumindo, como o editor e escritor americano Thomas Balley Aldrich, a visão de “o que é belo não morre: transforma-se em outra beleza”.


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